Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

As mortes da década

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Como eu ia dizendo e parei de escrever no meio do post porque deu preguiça,
tenho acordado muito cedo porque as minhas gatas começam a morder minha bunda as 5 da manhã e não tem quem consiga ficar na cama ...
É tão energética esta fase, tão diferente dos períodos em que viro a noite editando ou escrevendo, porque a noite... ah, não importa.

O que sei é que as coisas andam vagorasas por estes dias. Estou traindo a mim mesma com muita vontade. Errando pra mudar as coisas ao redor. Vou pro Rio no final do mês depois de um outono e início de inverno gaúchos. Tanta coisa mudou. Mas antes vou ficar uns dias num lugar que ninguém sabe, no interior, vou fazer imagens e vou cozinhar. Desde o verão não brinco desse negócio into the wild. Tão importantes pra mim estes sumiços de mochila e coisas secretas.

E daí me questionam:
- Quando tu vai atualizar o blog?

Então eu faço o login, paro e me pergunto sobre o que eu iria escrever. Sobre o dia do rock não, né! Quando uma coisa ganha um dia especial é porque já morreu. Falar de morto nem se fosse do 'Maicol, Maicol eles não ligam pra gente'!! Coidado do Maicol.

Repetir fora Sarney? Isso tá na cara que eu to dizendo. E também seria falar de morto. Uma pessoa de minha família sofreu muito no intercâmbio que fez na américa do norte porque uma professora chegou na aula e disse que Brasília era uma capital que não tinha dado certo e estava em ruínas e a floresta amazônica tinha já invadido os belos prédios tão modernos. Ninguém levou a sério quando ela pediu a voz e afirmou que isto não era verdade. Hoje eu acho que tinha um fundo de razão na fantasia da professorinha americana. A morte do nosso sistema não é causo que se comente porque seria notícia requentada.

Comentar o que então neste blog??

A morte do jornalismo como conhecíamos antes de a revolução tecnológica deixar todo mundo perdidão?
Até tentei falar um pouco mas alguns amigos se ofenderam e não quero perder amigos legais.

Nós do cinema também estamos discutindo nossas mortes e muitos resistem e sofrem e levantam o punho socando o ar. Mas é só o medo do inevitável desconhecido. No entanto, que tesão quando não sabemos direito o que vem!

Tentei argumentar com amigos jornalistas que na escola você aprende forma, decora o número de toques, aprende a digitar, aprende o 'o que, quando e como'- que ultimamente vem sendo usado para desvendar a rotina dos famosos. E até aprende muito mais sim, mas não se vê muita gente aplicando porque estão muito dominados. Além do mais, você já nasce curioso e escrevendo. Não se forja um jornalista na escola, você aparelha - ou não - mas esta não é uma profissão que precise título porque é de todos nós. Não adianta espernear e não adianta fazer um quadrinho do diploma e esfregar na cara do resto do mundo nos chamando de zés manés. Todos nós somos e geramos e editamos notícias e muitos poderão viver disto, com ou sem diploma. Mas então, a parte a falta de tato de alguns profissionais que saíram gritando que somos todos zés ninguéns quando não temos um canudo pra usar o megafone - e isto é uma questão de educação, esta sim dá pra aprender na escola - o que realmente temos que discutir é a revolução que as novas mídias trouxeram pra o modo como pensamos e noticiamos pensamentos e ações e eventos do nosso presente.

O que muda nestes tempos? Onde os veículos se rediscutem? Porque o jornalismo das grandes redes está fazendo quase que só fofoca? Devemos dar canudos pra fofoqueira do teu prédio então? Quantos dias faltam pra morrer o jornal impresso? Isto tem alguma coisa a ver com a morte da qualidade do que se publica na grande imprensa?

A revolução na notícia se dá quando ela transcende o furo do dia e vira história, não apenas manchete lavada no papel reciclado de amanhã. Dos jornalistas amargurados e agressivos com os não jornalistas que escrevem sem canudo, muitos se detém no seu dia a dia em falar dos famosos, celebridades da política, da música, da tv. Daí a morte, porque desprezar gente de carne e osso é erro estratégico. Desde os anos 70 já se previa que manifestações como artes das ruas e novas mídias trariam a voz do homem comum. E cineastas previam as religiões eletrônicas e o assassinato dos livros.

Viram que aconteceu a morte da globalização? Esta aí durou pouquinho. Então, pra que nos serviria o modelo de escola que prima pela objetividade e pela formula?

E quem pode afirmar que responder a pergunta ainda não formulada não é jornalismo? Não resposta e sim pergunta? Sem o 'como quando onde'?

E não somos todos nós jornalistas? Todos e cada qual? Da fofoqueira ao dono da padaria? Acaso a diferença não é apenas na editoria mais ou menos livre, mais ou menos tendenciosa? O limite das laudas, o conceito de furo, o furor, o caixeiro viajante da notícia, a pressa antes da verdade.

Destaquei aqui no podcast do blog, faz uns dois meses, uma entrevista do Peréio com um jornalista que decretava a morte da profissão de jornalista no modelo como conhecemos. E, claro, ele falava dos blogs e das novíssimas mídias, das mil janelas.

Hoje vi uma entrevista com o Gay Talese e ele falava da subjetividade e do noticiar o homem comum, coisa que segundo ele, embora a imprensa do formato quadrado diga que é um jornalismo de vanguarda, na verdade é apenas o óbvio que vem permeando o jornalismo desde antes de ser inventado.

E daí já penso novamente nas inevitáveis novas mídias e na resistência a elas quando se pensa uma redação de formato tradicional. Ocorre que todos nós escrevemos as novidades, assim como todos nós contamos a história do nosso tempo.

O que fazer com os blogueiros zé ninguém? Não são milhares deles jornalistas sem canudo? Como regulamentar, como impedir alguém de publicar o que quiser, quando quiser?

Estamos em meio à milhões de notícias do homem que não tem nenhum destaque na grande mídia e não dá matéria aos olhos da imprensa que já não vende tanto jornal, a não ser que tenha o Obama supostamente olhando a bunda de uma brasileira. Alguém me diga porque alguém precisa de um canudo pra noticar isto?! As coisas passam a ser éticas se quem as produz tem passagem pela academia? O que é ética mesmo? É na escola que você descobre o significado?
E o que fazer com os jornalistas que passam o dia inteiro buscando um furo sobre a vida da atriz da novela? Estudaram 4 anos pra terminar aí? O que há pra regulamentar nisto?

Ninguém perde o emprego de jornalista se for um jornalista que nasceu pra ser jornalista. Mas se é tão importante, pombas!, lhes deixem então enquadrar o canudo! Títulos, títulos....

Longe disto, na vida real, a mudança continuará se dando e o homem sem canudo, se tiver o que dizer, se tiver alguma resposta a dar ou pergunta a fazer continuará, seja ele médico ou açougueiro, escrevendo. Um fazendo um jornal de bairro, outro um fanzine, algum até ganhando um bom salário pra trabalhar num grande jornal, outro cuidando de uma radiozinha comunitária. Porque a comunicação será sempre de todos.

Porque quem tem o que dizer, vai arranjar uma folha de papel, um microfone ou um blog. E se ele for bom, vai viver disto, irá se profissionalizar. Isto é o que se dá, com ou sem corporativismo. A primeira vez que escrevi pra um jornalzinho da escola eu tinha uns 8 anos e nunca mais parei. Não quis estudar jornalismo, prefiro as artes integradas como profissão, mas continuei publicando, já tive fanzines e um jornalzinho de cultura e várias vezes recebi pra escrever artigos sobre os assuntos que domino. Será que estive à margem da ética? Será que alguém teria conseguido impedir minhas publicações? Acho que não. Afinal era simples, a imprensa não dava atenção aos releases? Eu ia lá, fazia meu próprio veículo e dava a notícia! Do mesmo modo que muitos jornalistas o fizeram em tempos de censura. Falando nisto, o corporativismo não tem um tanto de censura?

Noticiar, escrever, falar, se comunicar pelos canais de informação, inventar novos meios, deva ser algo que qualquer um que domine alguma língua e uma ferramenta pode e deve fazer. E tomara que todo mundo no mundo domine uma língua e desenvolva uma ferramenta. Sem restrição alguma. Porque noticiar é tão importante e livre quanto receber a notícia passivamente.

Em algum momento, em algum nicho, em tradicionais veículos será necessário ter decorado a forma? Sim,sim. Mas em outros, ao contrário, será preciso desconstruir a forma. Notícia dada pelo zé ninguém sobre o zé ninguém é o que realmente interessa para que o mundo respire. Quem dará esta notícia? Qualquer um de nós! Quem resolver fazê-lo, tenha ou não frequentado a escola de jornalismo.

E afinal, quando os jornalistas, que deveriam ter a cor da novidade se assustam com o novo é que realmente a morte é iminente. Mas morte é só vida. Mil novas faces, mil novas línguas, tantos milhões de veículos quanto de gente no planeta.


biAh weRTHer

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

MONDO CANE



MONDO CANE
!artistas pelos animais das ruas !

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Três bandas e vários músicos convidados,
Vários cineastas e vídeo artistas
Uma artista plástica,
Uma fotógrafa,
Uma VJ
Um DJ

E mais gente se chegando

Sábado, 04 de julho, a partir das 22 h
Garagem Hermética, Barros Cassal, 386, Porto Alegre
Ingresso: 10 reais no local
7 reais na lista amiga: www.mondocanebrasil.blogspot.com

Pela diversão sim, mas também pela conscientização e revertendo renda para animais resgatados das ruas, de torturas, de maus tratos,
das mãos de homens que não valorizam a alma do prróprio homem.

A noite vai ser típica de Sábado! O que nos move a fazer o MONDO CANE pode até ser triste,
mas com a tua presença... só alegrias.

APARECE, DIVULGA, PARTICIPA, COPIA !!!

E-fly a lado, repassa e vem brindar um lindo sábado no Garagem!!
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leia a convocatória: http://mondocanebrasil.blogspot.com/2009/05/vida-nova-para-os-caezinhos-da-lomba-do.html

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Dentro do Sol


Aos Hermanos Livres \o/ ... une invitation


Durante o MPB [Música Pra Baixar} em Porto Alegre

invadirei com imagens o Sol na Garganta do Futuro. Quinta no suuuper Teatro CIEE.
...............................Cler.i.Cot plano para VJ ----> biAh weRTHer

Programa abaixo e no: http://musicaparabaixar.org.br/?page_id=113

Em tempo:

Uma entrevistinha sobre Cine Gaúcho e mais uma janelinha do trailer Bitols no Republic Pictures:
http://republicpictures.wordpress.com/

Já comento tudo e muito mais aqui no blog!
Paz e Gentileza \o/
biAh weRTHer

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MOSTRA MPB (programação de shows)
Quarta-Feira, dia 24 junho às 19h
Vanessa Longoni (RJ) - ouça
GOG e Ellen Oléria (DF) - ouça ele e ouça ela

com participações:

DJ Madruga e Rapper Big (Grupo tr.o.pa - trovadores originais de porto alegre)
Bataclã FC (RS)
com participações:

Fernando Anitelli (Teatro Mágico - SP), Andrea Cavalheiro ,Nei Lisboa , Grupo Alinka (rappers Carla e Nani)

Local: Teatro CIEE - Rua Dom Pedro II, 861
Entrada livre!

Quinta-Feira dia 25 junho às 19h
Sol na Garganta do Futuro (ES)

com participações:

Juca Culatra (Juca Culatra & Power Trio - PA), Eduardo Ferreira (OsViralata - MT), Rapper Nego Prego (RS)
e de Invasão: biAh weRTHer, plano Cler.i.Cot para VJ (assista).


Sombrero Luminoso (RS)
com participação de Bebeto Alves (RS)
Local: Teatro CIEE (Rua Dom Pedro II, 861)
Entrada livre!

Quinta-Feira dia 25 junho às 23h
O Teatro Mágico (SP)
Local: Bar Opinião
Ingressos: 1º lote: R$20,00 2º lote: R$25,00 3º lote: R$30,00

Sábado dia 27 junho às 21h
Sol na Garganta do Futuro (ES)
Coyote Guará (DF)
Local: Bar Cultura Rock Club (Rua Olavo Bilac, 251)
Ingressos: R$ 10,00

Domingo dia 28 junho às 20h
Bataclã FC (RS) - ouça
Coyote Guará (DF) - ouça
Local: Bar Long Play (Rua Sarmento Leite, 880)
Ingressos: R$ 10,00

Os shows do MPB ocorrerão com apoio do FISL 10 e da Prefeitura de Porto Alegre, na realização dos dois primeiros dias de show no Teatro do CIEE.
clique e acesse a programação dos debates do Fórum MPB
Shows

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Un ange passe

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Todo ano escrevo sobre merlots de outono. São passagens onde só no auge os momentos se parecem. O cheiro até poderiiiia ser igual, entretando desta vez entendi porque eu nasci com um olfato tão privilegiado e irritante. Foi pra entender que nunca teve um perfume igual ao teu neste planeta e mesmo distante há cem anos e milhões de kilômetros, sinto como ninguém.

Tá certo, minha vida não sei se é uma vida, é viva demais, tudo máximo, tudo impossível, possível, inesperado e sôfrego. Insuportável. E você acha que eu sou louca enquanto eu sinto nos outonos como se o espelho viesse aqui pro outro lado numa descarga elétrica. Ou sou eu que entro no espelho? Ou não há um lado definitivo? Uma coisa só.

Sei lá. Un ange passe...

O que me transforma é que busco um poema pra você e ele são todos.
Quem sabe um mero hay kay a me entregar planando entre folhas douradas nas ruas de Porto Alegre, o lugar pra onde eu corro nos intervalos mesmo que seja pra não sair de casa quase nunca, mesmo que eu esteja longe daqui contando coisas de cinema pras pessoas em outra cidade.

Como você saberá do poema se eu reviso em segredo as coisas até a próxima estação? Das vísceras até as rimas num cuidado de relojoeiro do século retrasado. Daí, quando você o ler, o sol terá outra posição no horizonte e só eu saberei o que realmente foram tais sensações, mas não terei mais as concordâncias do momento.

Nesta lentidão egoísta reside o infinito que deixa o corpo sempre tremendo. Hoje estou com febre e o dia começa úmido.

É como quando as pessoas enviavam cartas por navios, a vida lenta, o sangue grosso, vagaroso, inenarrável. Adoro adjetivos deste tipo, inenarráveis. Também curto superlativos. Ainda sobre o tempo? Quando o poema chegava ao seu destino, o poeta já seria outro porque as pessoas são assim, outras por dentro, uma a cada outono.

Eu mudo muito e não mudo nada. Como artista sim, mudei tudo, tudo em mim, de novo. Passei um século sumida entre pessoas que não entendiam minha língua e voltei outra, mais perplexa, ainda louca pra fazer este impossível poema pra você. Das contradições unidas pelo fascínio diante do teu perfume.

Eu tenho gravado músicas sozinha para as trilhas. Uso instrumentinhos que compro em viagens. Apitos de soprar com o nariz, ocarinas, chocalhos, palo d'água, até berrante... não consegui construir meu próprio theremin.

O Edu batizou minha mais recente vídeo arte de Cantilena.

No Rio, na mostra do Cinemathéque em maio, os 8itos me contaram
que apareceu por lá um rançoso que repetia alto e insistente que é um famoso escritor gaúcho e ele tentava durante a exibição de meus filmes distrair a atenção do público ansiosamente. Ria aos pulinhos com as guampinhas na cabeça e lhes dizia que eu não sou uma artista, mas apenas a esposa de um cineasta. Viu? Me olha! Te pago uma bebida, dizia ele. Se eu estivesse lá este senhor inseguro não teria tal (falta) de coragem, porque muita gente tem medo de mim. Afinal, eu sou louca.
Só que eu estava aqui mudando meus paradigmas e construindo pra ti um novo poema de outono. Perdi duas datas de passagens já, tomada que fiquei com este teu silêncio estanque.

E, claro, estou envolvida com os animais que resgatamos na Lomba do Pinheiro. Hoje eles vão ser vacinados, amanhã saem da clínica de castração. Eles precisam de lares.

Daqui eu edito novas cores e sons, no carro eu ouço o Nei Lisboa, Sui Generis e o Lô Borges. Leio coisas que você me citou enquanto
tento escrever uma rima que entre na sua alma, uma coisa Jules Simon, sabe? C’est une âme qui son âme demande...

Num domingo destes, noitinha, de pijama, três dias sem ver a rua, eu me tranquei no quarto e entrei no guarda-roupas com o
laptop e um microfonezinho e um gravadorzinho digital e uns fones e um software bem simples e pantufas.

Entrei ali e gravei o vocalize repetitivo do Cantilena pensando em você. Esse meu filme esquisitamente romântico, um poema que bem poderia ser o seu. Mas eu tenho outro especial e um dia, quando eu exibi-lo numa tela grande,
depois publica-lo na internet, só nós dois saberemos que é o seu poema, o nosso. E só eu saberei que todos os outros são seus também, todos eles desenhei pra ti.

Em julho tem outra mostra 8ito no Japão. Acho que seria excitante,
um certo ar de poder do amor, uma certa esperança de parar de sentir a morte através da falta se eu terminasse sua poesia nos primeiros dias do inverno e antes que você a conhecesse eu a exibisse lá em Tokyo! E não é chique?? Romântico como subir
pelas raízes frágeis das heras só pra entregar uma flor no balcão e a pessoa simplesmente não estar ali pra receber.

Mas bem, tudo no outono tem estas formas indevassáveis.
Hmm, mais louco é quem me diz que não é feliz. Eu sou feliz...

Eu sempre me lembro que a primeira vez que me senti meio doida varrida lendo as nuvens foi aos 6 anos de idade e dali as lembranças que tenho tem a ver com livros de edições muito antigas e amareladas que
vieram pra cidade com um cheiro de guardado da fazenda e que o meu pai
os leu na mesma época em que estudou latin e francês no colégio interno em Passo Fundo, tão longe de sua casa. Eu ficava imaginando como seria ser grande e já ter vivido aquelas coisas.

Era pra mim outonal e inspirador como foi viver num lugar onde as pessoas falavam dialeto italiano e viviam dééécadas atrás do tempo real, esquecidas do calendário.
O vulto misterioso de dona Veneranda (creio que ela pensava que estava ainda em sua infância fugida da guerra) me dizia muito sobre esse espírito da loucura. Eu aguardava o raio de sol na hora exata, especial para iluminar a máquina de costura diante da janelinha de sua casa, quando só então daria pra olhar pra ela. Proibida.

Dentro disto, outro dia, por conta de uma conversa com o Alex, eu usei um novo nick no msn: Ana Crônica. Tem vezes que prefiro Miss Antropia, noutras curto AgorafobiAh, mas daí é outra história.

Nesta segunda fazia frio e chuva. De manhã algumas pessoas da equipe foram pro Arteplex ver a primeira cabine de aprovação do longa. Eu não, fiquei aqui com meus bichos. À noite, combinei com o Sheila Colomy de curar uma sessão do cineclube Mojito, que aliás, eu batizei.

Uma da manhã, chegamos na Felipe Camarão e a rua estava como foi em nossa adolescência anos 80, neblina na alameda verde, linda linda e doce.
Fiz uma sessão até as três da manhã. Só filmes que já exibi e repeti,
eu relendo curtas, comentando um a um, prolixa. Sem querer fui pra Goiás naquela madrugada, ainda não cansei dos curtas de Goiás.

Vou tomar um café, depois um pó de guaraná.
Me levo pra São Paulo em agosto, inverno em São Paulo... muita saudade.

Certo, não sei se isto que eu tenho é exatamente uma vida. Não almejo coisas, não pretendo nada concreto pra mim, só queria desta passagem fazer uma poesia pra ti e que ela te deixasse mais próximo, tão perto que tu pudesse apalpar a minha normalidade e perdesse a graça sair dizendo por aí que eu sou louca ou sentindo medo de mim. E você apenas fecharia os olhos e lembraria que a noite brilha na absoluta perfeição quando nos encontramos e só você entende que me chamo ana beatriz.

biAh weRTHer

A seguir, Obstáculo Perenes, um Vídeo de biAh weRTHer especialmente pra exibir no Cine Mochila do Japão em maio de 2009.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Cinema8ito no Cinemathéque!!

Neste dia 27 de maio, 21 h, uma quarta muy linda e inspiradora de outono,
exibiremos um repertório de CINCO trabalhos do colectivo ..Cinema8ito..
no Cinemathéque, ali em Botafogo, dentro do projeto Arte & Caos. Plano do coletivo Gamana,
um super núcleo de artes integradas.

Duas destas obras são inéditas no Brasil:

Cler.i.cot, amostragem em infinita reedição de meu plano itinerante para VJ;

O destaque, O Óleo da Noite, do Edu Egyto, para o qual fiz edição de som e trilha
e toco um theremin, meu atual instrumento desde que rodamos o Uma em 2006.
Nunca mais peguei num baixo!

Exibiremos ainda o Self, minha mais antiga animação direta na película super8,
o Borboletas no Estômago, que muita gente já viu por este mundão afora :)
e VENTO, cinza sobre retrato, em Super8, de André Arieta.

}4 destes trabalhos estiveram no Cine Mochila de Tókyo, dia 15 que passou,
pelas mãos do núcleo The Rabadas{


Cinemathéque,
21 de maio, quarta, 21 h
Voluntários, 53

Esta invasão ao Cinemathéque é de VÁRIAS ATIVIDADES,
que estão no cartaz abaixo!

PRESTIGIEM O CINEMA DESCONSTRUTOR :)

Paz y Gentileza \o/
biAh weRTHer
www.twitter.com/biahwerther
www.youtube.com/biahwerther
www.myspace.com/biahwerther

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Nossos filmes em Tokyo

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Tou no Kino Caos

No Via Política :)

http://www.viapolitica.com.br/